Ipê amarelo, Uberlândia/MG, Brasil.
(Source: favim.com)
A primeira vez que ele me bateu, eu pensei: “Foi apenas um tapa, num momento de raiva”.
E fiquei remoendo por várias horas, razões para não desistir dele, então veio o choro, o pedido de desculpa e o arrependimento, por fim, meu perdão.
A segunda vez que ele me bateu, a sensação foi de ódio, culpa por ter dado outra chance e vontade de fazer o mesmo que ele fez. Ele me deu dois tapas dessa vez e não contente com meu choro, ele me enforcou por alguns segundos, eu fiquei LOUCA, e jurei nunca mais voltar.. Mas eu ainda estava na ilusão, de que certamente, ele não tinha “tanta” culpa, pois foi num momento de raiva. Veio choro, arrependimento e um nunca mais vou tocar em você “eu prometo”. Se ele me prometeu, então…
A terceira vez que ele me bateu, eu não sentia nada, só depois de algumas horas, após o ocorrido eu fui sentir.. dor!
Dor na alma, não física, dor de ter amado quem me machucou, de ter acreditado que eu podia fazer mudar.. Além da dor, vem a angústia extrema, que provém da incessante vontade de querer saber: Quantas mais chances devo dar?
(Source: coezoiudinha)
(Source: pulse-d)